Reporta

Recolhe a ocorrência inteira desde o primeiro contacto e deixa-a pronta a resolver.

A avaria é contada três vezes

Quem liga com um problema conta-o inteiro. E volta a contá-lo quando finalmente o atendem.

Uma ocorrência entra por telefone no pior momento: o cliente está incomodado, quem atende está noutra coisa e o que se aponta é meia linha num papel. Falta o dado que era preciso para agir, por isso há que devolver a chamada para o pedir. Entretanto, ninguém sabe se aquilo está aberto, quem trata do assunto nem desde quando.

Toma a participação inteira

Recolher uma ocorrência não é apontar uma queixa: é reunir o que é preciso para a poder resolver sem voltar a ligar.

  • Pergunta o que aconteceu, onde e desde quando, por esta ordem.
  • Reclama o dado que falta antes de fechar a chamada.
  • Reconhece o que é urgente e marca-o como tal.
  • Abre o aviso no sistema onde a equipa o vai ver.
  • Confirma ao cliente o que ficou registado e com que número.
  • Recolhe igual a ocorrência das três da tarde e a das três da manhã.

O que há a perguntar e a quem avisar

Cada negócio tem a sua participação e a sua urgência. A única coisa precisa é deixá-lo escrito uma vez.

O que é preciso
A participaçãoQue dados precisam sempre para poder agir sem devolver a chamada.
Os tiposQue ocorrências se recebem e qual delas é mesmo urgente.
O destinoO sistema de tickets, o CRM ou a caixa onde se abrem os avisos.
O avisoA quem se avisa na hora e a quem basta vê-lo de manhã.

O aviso aberto, não uma nota

Ao desligar já há um registo com tudo lá dentro e alguém a par. Ninguém tem de reconstruir a chamada.

  • A ocorrência registada com o quê, onde e desde quando.
  • O contacto de quem a reporta, para não o andar a perseguir depois.
  • A urgência marcada, para que o grave não fique na fila.
  • O aviso a quem compete, no momento em que chega.
  • Um histórico do que falha mais, que é por onde se resolve o problema de fundo.

Quando a chamada traz um problema

Reporta aparece onde a conversa não é uma dúvida nem uma compra, mas algo que é preciso resolver.

Recolhe a avaria da noite com o mesmo detalhe da do meio-dia.
Toma a participação venha por onde vier, com a foto anexada se houver.
Regista o que corre mal depois da venda e põe-no nas mãos de alguém.

Onde estão os limites

Dizemo-lo aqui para que ninguém o descubra numa demonstração. Reporta recolhe e avisa; resolver continua a ser das pessoas.

  • Não resolve a ocorrência. Deixa-a documentada e nas mãos de quem a resolve.
  • Não decide a gravidade por conta própria. Marca a urgência com os teus critérios.
  • Não promete prazos. Dá os que lhe carregaste e nunca um inventado.
  • Não é um serviço de emergência. Perante um risco real, encaminha para quem compete.
  • Não faz o seguimento sozinha. Se for preciso ligar de volta, fá-lo a tua equipa ou o teu sistema.

O que toda a gente pergunta

As cinco dúvidas de quem recebe problemas por telefone todos os dias.

Experimenta-a na próxima avaria

Conta-lhe o que há a perguntar e a ocorrência seguinte entra completa.

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